18° Conto

Carro Novo


Depois de um tempo afastada de Matheus resolvi convidá – lo para sair. Marcamos no lugar que sempre nos encontramos pra depois decidirmos o que fazer.
Quando cheguei, Matheus ainda não havia chegado. Fiquei esperando por um tempo e fui ficando irritada, por isso resolvi ligar. Na primeira vez o a ligação foi parar na caixa postal, mas na segunda ele atendeu.
Matheus! Se você não ia vir, não maracasse nada comigo! - Gritei pelo aparelho.
- Ana... Olha pra trás...
Olhei e o vi estacionando um carro... Que não era o dele, por isso eu não havia notado que ele estava chegando.
Matheus veio direto na minha direção com um sorriso debochado e se inclinou pra me beijar. Eu estava tão irritada que virei o rosto na hora. Ele se sentou ao meu lado rindo mais ainda do meu comportamento.
- Você fica linda irritada!
- Eu não estou irritada! - Bufei!
Matheus riu e pediu uma cerveja. O garçon nos serviu e Matheus começou a falar. Me deu várias opções pra nossa noite e nada me agradava. Por fim ele resolveu que era melhor entrar no carro e ir decidindo algum lugar.
Eu não queria entrar no carro de jeito nenhuma, estava fervendo de raiva ainda... Quanto mais ele falava e sorria, mais irritada eu ficava.
Acabei cedendo e entrei no carro... Matheus deu voltas e voltas enquanto eu ficava séria olhando pela janela do carro.
- Ana... Por favor! Quer decidir pra onde vamos?! - Disse ele já ficando irritado com o meu silêncio.
- Bom... EU vô pra minha casa e você vai pra onde você sentir vontade que pra mim já deu por hoje! - Falei sem nem olhar pra ele.
Nitidamente irritado, Matheus fez o caminho da casa dele, entrou na garagem e parou em uma vaga no fundo, bem recuada. Mas ao invés de sair do carro, ele ligou o som e trancou as portas. Olhei pra ele assustada e o interrogando com o olhar. Ele só se deu ao trabalho de me puxar pelo braço e me beijar.
- Você fica deliciosa assim nervosinha! - Falou roçando os lábios no meu ouvido.
Não respondi nada. Senti meu corpo todo se arrepiar e minha respiração ficar ofegante.
Enquanto me beijava, Matheus passava a mão nas minhas pernas e apertava minhas coxas. De repente ele deitou o banco e subiu em cima de mim. Eu já estava toda molhada e ele sabia o que eu queria. Com uma das mãos ele levantou minha saia e afastou minha calcinha. Meu corpo todo arrepiou e tremeu quando ele me tocou de leve. Logo depois Matheus puxou minha perna e se encaixou entre as minhas pernas, enfiando com cuidado os dedos dentro de mim.
Nossa respiração quente e ofegante já estava embaçando os vidros do carro.
Cada vez que Matheus enfiava os dedos, eu me sentia mais molhada e gemia bem baixinho no ouvido dele. Eu podia sentir ele duro, quente, roçando em mim e Matheus me empurrando contra o banco com força. Ele parou, segurou meu rosto para me olhar nos olhos e disse.
- Fica de quatro pra mim!
Eu sorri e ele se afastou pra que eu pudesse me virar no banco.
Matheus olhou, levantou minha saia, escorregou a mão suave pela minha bunda e puxou minha calcinha pro lado. Se ajeitou segurando na minha cintura e meteu de uma vez só.
Não pude resistir e soltei um gemido alto, afundei meu rosto no banco para tentar disfarçar. Meu corpo todo tremia... Matheus começou a me puxar pra ele, fazendo meu corpo bater contra o dele com força enquanto eu apertava o banco. Ele entrava em mim com força, fundo, me fazendo enlouquecer. Eu gemia pedindo mais. Matheus agarrava minha cintura quase me ferindo e fazendo meu corpo todo tremer de tanto tesão. Afastou uma das mãos e me deu um tapa estalado que me fez ficar arrepiada. Eu senti aquele arrepio gelado que vem subindo até a nuca e se espalhando por todo o corpo e falei...
- Para agora! Para Matheus!
- Mas porque?! Você está gostando, eu tô vendo isso...
- Mas você vai me fazer gozar, para...
- Então vem aqui! - Ele disse me puxando pro banco de trás.
Sentei no banco e ajeitei minha roupa enquanto ele me olhava. Quando eu já estava toda arrumada ele se virou e puxou minhas pernas colocando em volta dele de forma que eu ficasse encaixada, com ele por cima de mim.
- Quem foi que disse que eu ia parar, hein?! Eu quero é te ver gozando!
Puxou novamente minha calcinha pro lado e meteu com força me apertando contra o corpo dele e me segurando por um tempo. Eu mordi seu ombro pra abafar um gemido e Matheus logo afastou minha cabeça pra me olhar.
- É assim, neh?! Assim que você gosta... - Ele dizia me olhando nos olhos e se enfiando dentro de mim com força e demoradamente.
- É assim Ana?! É? Fala!
Eu não conseguia responder, mordia os lábios e prendia a respiração. Matheu segurava meus braços e me observava enquanto metia cada vez mais fundo e mais rápido... De repente ele me soltou e agarrou minhas pernas. As cruzou em volta de sua cintura e fez como se tivesse levantando o meu quadril, me fazendo ficar colada no corpo dele. Eu sentia ele enfiado dentro de mim, pulsando, quente, muito quente. Me arrepiava inteira e meu corpo inteiro tremia com essa sensação. Matheus começou a se mexer mais rápido, entrando e saindo de mim.
- Ai menino! Assim eu não agüento... Vô gozar! - Foi tudo o que eu consegui dizer ofegando antes de me sentir o arrepio gelado subindo e se espalhando, agarrar o braço de Matheus e o morder com força.
- Isso vai! Morde! Me arranca um pedaço! Quero te ver gozando... Goza pra mim.
Quando ele falou isso no meu ouvido, esfregando os lábios em mim, tudo veio de uma vez só e eu senti meu corpo contrair e logo depois ficar pesado...
Matheus se agarrou a mim e com movimentos intensos e profundos eu o senti gozar e ele gemeu relaxando o corpo por cima do meu.
Por um tempo ainda ficamos ali encaixados no banco de trás do carro novo de Matheus. A respiração foi se acalmando e a satisfação era visível tanto nos olhos dele como nos meus.
Essa foi nossa primeira transa. Fiz pirraça, tentei evitar, mas era o que eu mais queria. Com Matheus tudo é imprevisível, mas muito gostoso.

Até a proxima!
Beijos
Ana T.

Nenhum comentário: