20° Conto

Festa de casamento

Fui convidada pro casamento de um primo meu, essa não é uma das minhas comemorações favoritas, na verdade eu acho um desperdício!
Diego estava viajando nesse final de semana, então eu já estava preparada pra morrer de tédio nessa tal festa, mas como era de alguém da família, resolvi aparecer.
Logo me vi sentada no banco da igreja, vestida como uma boneca e com a palavra tédio estampada no meio da testa. Foi aí que eu reparei no meu primo ali em pé no altar. Como ele estava lindo!
Meus pensamentos voltaram no tempo e eu nos vi em Búzios, quando brincávamos de casinha... Ele era o papai e eu a mamãe! A hora do papai e mamãe irem para a cama era a mais gostosa! Aiai... As brincadeiras atrás da casa e os beijinhos em troca das flores... Eu fingindo que tinha medo e saia correndo só pra ele vir atrás de mim e me derrubar no chão com o corpo dele... Como era gostosa a pegada dele... Pena que éramos novos demais, ele não chegou a me comer, mas me mostrou muitas coisas boas!
Quase cai do banco quando a noiva entrou... Linda também... Toda de branco... E eu não conseguia parar de pensar que o primeiro sarro estava casando!
Sai correndo da igreja e quase cai por cima de um rapaz alto, bonito que estava acendendo um cigarro ao lado da porta. Ele me segurou e perguntou se eu estava bem, respondi que sim. Ele riu e me ofereceu um cigarro.
Aceitei olhando pra cara dele como quem pergunta: “Quem é você?”
Ficamos parados por um tempo, calados um ao lado do outro. Até que eu não me agüentei e tive que perguntar:
- O seu nome é?
- Mauricio...
- Ah! E o meu é... – Ele nem me deixou terminar e saiu falando...
- Ana...
Devo ter feito uma cara de espanto tão grande que ele foi logo falando:
- Achei mesmo que você não ia lembrar de mim... Búzios, lembra?
- Hummm... Lembro de Búzios, mas de você...
- Tudo bem... – Ele respondeu olhando pra porta da igreja.
-Vamos logo! A festa já começou...
Entramos no salão, Mauricio foi na direção dos noivos, deu um abraço na noiva e cochichou algo no ouvido do meu primo. Os dois se olharam e riram alto, enquanto eu olhava de longe. Mauricio vinha dançando na minha frente. Uma hora com uma tia minha, outra com minha avó. Olhava pra mim, sorria e vinha se aproximando da mesa.
Por fim, Mauricio parou na minha frente e me estendeu a mão.
- Vou salvar você, posso?!
- Deve!
Saímos correndo e chegamos ao carro dele. Muito educado, Mauricio abriu a porta pra mim e me pediu para entrar.
Entrei no carro e perguntei aonde ele ia me levar... Mauricio respondeu que era surpresa, que eu podia relaxar que eu ia adorar.
Então eu relaxei, soltei os cabelos, tirei os saltos e liguei o rádio.
Ele estacionou o carro perto de umas pedras, de trás dessas pedras vinha o som do mar.
Mauricio saiu do carro, deu a volta e abriu a porta pra que eu saísse... Fui correndo para a areia. Ele logo veio atrás de mim com uma manta, duas taças e um champagne na mão.
- Uau! De onde você tirou isso?!
- Segredo!
Ele estendeu a manta na areia e depois abriu o champagne. Quando eu vi a garrafa já tinha acabado. Perguntei o que faríamos e ele respondeu:
- Agora a gente se beija!
Eu comecei a rir, Mauricio foi se aproximando de mim e começamos a nos beijar. Bem de leve ele ia abrindo meu vestido e eu descendo o zíper da calça dele... Deitei sobre a manta e Mauricio deitou por cima de mim, entre as minhas pernas e começou a dizer muitas coisas no meu ouvido. Fui ficando cada vez mais excitada com seus beijos, suas mordidas no meu pescoço e com suas mãos percorrendo todo meu corpo. Sentei, empurrei Mauricio no chão e fiquei por cima dele. Quando senti seu pau dentro de mim, quase desmontei, mas Mauricio segurou na minha cintura e começou a me puxar pra ele, batendo o meu corpo contra o dele. Mauricio mandou que eu deitasse de bruços e veio por trás de mim, se encaixou entre as minhas pernas e meteu bem fundo. Ficou me segurando, me prendendo com o pau dentro de mim. E aos poucos foi tirando bem devagar, quando já estava quase todo fora de mim, Mauricio metia fundo outra vez. Ele repetia esse movimento e cada vez que eu sentia ele metendo, eu ficava mais molhada e gemia mordendo meus lábios. Então Maurício começou a meter mais rápido e me pediu que virasse de frente pra ele. Me virei, Mauricio pegou minhas pernas, colocou por cima dos ombros dele e meteu. Nessa hora eu quase gozei, perdi o fôlego... Quando ele tirou o pau de dentro de mim e meteu fundo outra vez, eu não me agüentei e gozei. Maurício me olhou sorrindo e começou a meter cada vez mais rápido na minha buceta... Me segurava com força pela cintura e metia bem forte, bem fundo... Ele estava me enlouquecendo com aquelas mãos, com aquele pau entrando em mim com força, até que ele me apertou contra o corpo dele e depois respirou fundo, relaxando o corpo em cima do meu.
Logo depois, nos levantamos, nos vestimos e voltamos para o carro... Mauricio disse que me levaria em casa, durante o caminho, ele pediu meu telefone e disse que seria muito bom nos vermos outra vez. Eu respondi que tudo bem.
Cheguei em casa, tomei banho e deitei na cama. Foi aí que ouvi um barulho de chave na porta. Depois alguém se aproximando do quarto, entrou, sentou na beira da cama, me fez um carinho e disse:
- Oi Ana cheguei!
Era Diego voltando de viagem pra me fazer uma surpresa.

Ana T.

19° Conto

Visita

Diego parou o carro em frente ao meu prédio e deu um toque no meu celular.
  • Desce Ana!
  • Hein?!
  • Desce pô! Tô aqui em baixo...
Desliguei o celular e sai correndo sem pensar. Desci correndo pelas escadas pra não perder tempo no elevador. Quando cheguei, vi o carro de Diego parado e ligado em frente ao portão... Desci as escadas com calma, caminhei tranqüilamente até o carro disfarçando a respiração acelerada e abri a porta do carro.
  • Vem Diego! Vamos sentar lá na portaria...
  • Ah não... Preguiça...
  • Vem, deixa de ser chato...
  • O que é isso?! - Diego perguntou fugindo do assunto.
Desisti de tentar tirar ele de dentro do carro, então entrei, sentei e bati a porta.
  • É o meu netbook, eu trouxe pra você ver! - Eu disse sorrindo.
Diego sorriu de volta, ligou o netbook e começou a fuçar, me ensinando algumas coisas que eu não sabia usar e explicando outras que eu tinha duvidas. Conversamos, rimos por um tempo falando besteira e ouvindo musica.
  • Posso abrir a janela pra fumar?!
  • Pode pô... - Ele respondeu rindo.
Abri a a janela acendi um cigarro. Quando terminei e fui jogar o cigarro fora, me virei de frente para ele, Diego me beijou. Fiquei em silêncio olhando pra ele esperando que dissesse algo.
  • Hummm... Isso não era pra estar acontecendo. - Diego finalmente falou com ar de preocupação.
Fiquei calada encarando ele por um tempo e depois o abracei e beijei.
Diego afastou o banco do carro me puxando para o colo dele, quando passei a perna para me encaixar por cima dele ouvi um barulho e não consegui prender o riso.
  • Que foi?
  • Nada... Acho que meu vestido prendeu em alguma coisa e rasgou. - Falei rindo mais ainda.
  • Hummm... Fica mais interessante ainda! - Diego falou procurando o rasgo do vestido e me apertando contra ele.
  • Ah é?! Vô deixar melhor ainda...
Me afastei um pouco e abri o zíper da calça dele, sentando com as pernas bem abertas no colo de Diego e sentindo todo aquele volume quente e pulsando colado em mim.
Ele me segurou forte pela cintura, me puxando contra o corpo dele e me dando um beijo que terminou em uma mordida nos meus lábios. Me esfreguei com força nele e senti sua respiração mudar, enquanto suas mãos me apertavam cada vez mais forte quase me machucando.
Diego escorregou a mão entre minhas pernas e abaixou a cueca, deixando todo o volume preso sair e tocar minha pele me fazendo ficar arrepiada. Ele estava úmido, quente e duro. Diego afastou minha calcinha e me penetrou de uma vez, abafando meu gemido com um beijo.
  • Gosta?! - Ele perguntou puxando meus cabelos pra olhar meu rosto.
Não respondi e continuei olhando pra ele.
  • Gosta minha putinha?! - Perguntou outra vez puxando mais forte os meus cabelos.
Olhei bem para ele, sorri e respondi. - Adoro!
Eu me mexia cada vez mais rápido em cima dele e as vezes parava e o observava olhando pra mim e gemendo baixo. Quando Diego percebia que eu ia parar, continuava meus movimentos, me segurando pela cintura e me fazendo cavalgar por cima dele.
  • Você acaba comigo assim... - Falei entre os gemidos.
  • É como você gosta... Gosta de sentir ele todinho dentro de você! - Diego falou me agarrando e me prendendo entre seus braços.
Eu podia sentir ele pulsando dentro de mim e cada movimento me fazia ficar toda arrepiada. Vendo a minha reação Diego voltava a me segurar pela cintura me fazendo quicar sobre ele.
  • Vô gozar... - Eu disse ofegante.
  • Isso, deixa vir...
Eu mal conseguia falar, sentia meu corpo todo se contrair, se arrepiar inteiro e um arrepio gelado que sobe se espalhando e arrepiando cada centímetro do corpo e termina na ponta dos dedos. Tive que me concentrar bastante pra dizer.
  • Adoro quando você fala isso... - Foi quase um sussurro, mas saiu.
  • Deixa vir Ana... Eu gozo com você...
Quando Diego falou isso eu me soltei por completo, me deixei levar pelas suas mãos que me puxavam para ele, o sentia dentro de mim quente e o atrito dos nossos corpos batendo um contra o outro. Me apertei contra ele e o segurei colado a mim, com um gemido suave senti meu corpo todo relaxando sobre o corpo suado de Diego, que também relaxava com o meu. Gozamos juntos e ficamos abraçados por um tempo esperando a nossa respiração se acalmar.
Aos poucos fui me soltando, me arrumando e voltando para o meu banco, com calma pra não desfazer o clima gostoso que estava ali e Diego também se arrumou com calma em silêncio. Ficamos assim por um tempo, o silêncio só era interrompido quando alguém suspirava e o outro observava e ria.
Diego ligou o radio cortando um pouco o silêncio, abriu a janela e acendeu outro cigarro, só então que voltamos a conversar e a rir como antes. Quando me dei conta da hora falei que achava melhor eu voltar pra casa, então Diego me abraçou, me beijou e sorriu. Eu abri a porta do carro e voltei pra casa.